sábado, 21 de novembro de 2009

Ibero-América

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A Ibero-América é uma região geográfica que compreende os dois países da Península Ibérica (Portugal e Espanha) e os da América Latina hispanófona e lusófona por afinidade histórica, cultural e linguística.

O termo Ibero-América é formado a partir das palavras Ibéria e América e utiliza-se para designar o grupo de países formado por Espanha, Portugal e as nações americanas independentes que foram antigas colónias destes países. O gentílico é ibero-americano ou ibero-americana.

As nações ibero-americanas integram a Comunidade Ibero-Americana de Nações que anualmente realiza uma Conferência Ibero-Americana em que comparecem os chefes de estado e de governo dos países ibero-americanos. Na mesma integrou-se Andorra e existe o projecto de incorporar outras nações africanas e asiáticas que foram colónias portuguesas ou espanholas.

Não deve confundir-se este termo com os conceitos de América latina e Hispano-América, devido a estes termos serem exclusivamente referidos a países americanos, excluindo os países ibéricos.

[editar] Geografia

Apesar de um pequeno território do sul de França e a colónia britânica de Gibraltar estarem geograficamente na Península Ibérica, nem França nem Gibraltar fazem parte da Ibero-América. A quase totalidade do estado francês está fora da península, exceptuando a comarca da Alta Sardanha e além disso, este país faz parte do mundo francófono com as suas antigas colónias na América: Haiti e Canadá (Quebec e Acádia), e na África, Ásia e Oceania.

quarta-feira, 18 de março de 2009

G20 avalia modelo espanhol contra calote

Regulamentação mais rigorosa, maior transparência e uma firme fiscalização são tópicos que estarão no centro das questões a serem discutidas pelo G20 (grupo dos países mais ricos e de alguns emergentes, entre eles o Brasil) no dia 2 de abril, em Londres. O G20 iniciou debates em novembro a fim de encontrar soluções para a crise e o que se espera é que na próxima reunião já defina algumas orientações.

Fontes do mercado financeiro brasileiro informam que uma das diretrizes que poderá recomendar é a utilização do sistema espanhol de provisões anticíclicas contra crédito de liquidação duvidosa que, inclusive, já estaria em teste informal no setor bancário do País, em atenção a um pedido, também informal, do presidente do Banco Central (BC), Henrique Meirelles.

O modelo tem sido elogiado pelos grupos de discussão do G20 e um dos seus maiores entusiastas é o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown. Ele consiste em elevar as reservas contra o calote em momentos de aquecimento da demanda por crédito, assumindo que no futuro o crescimento se reverterá e um cenário mais adverso que poderá gerar maiores perdas com inadimplência, diz Luis Miguel Santacreu, economista da Austin Rating.

Na prática, toda vez que as contratações de financiamentos ultrapassam uma determinada média - o que implica mais riscos futuros - o BC espanhol aciona o modelo, o que reduz o apetite dos bancos por aumentar ativos de crédito e protege o sistema dos ciclos econômicos.

Segundo as fontes, Meirelles estaria convencido de que o modelo tem enorme chance de virar referência para o sistema financeiro mundial. Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban, diz que a informação de uma eventual orientação de Meirelles não chegou à entidade e que o aumento das provisões dos bancos brasileiros no último trimestre do ano passado foi uma estratégia preventiva. (págs. 1 e B1)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

"Por qué no te callas, reizito?" (Argemiro Ferreira)

Sinto falta na grande mídia golpista do Brasil de notícias sobre a decisão tomada na Espanha, nas áreas do Executivo e do Legislativo, de investigar a extensão da cumplicidade do governo de José Maria Aznar com o de George W. Bush, agora nos extertores e conformado em ir para a lata de lixo da história. Para quem não se lembra, vale lembrar quem é aquele personagem que governou a Espanha.

Quando Aznar foi chamado de "fascista" na cúpula iberoamericana de 2007 no Chile, pelo presidente venezuelano Hugo Chávez, os jornalões brasileiros, em coro, festejaram a frase do reizinho de fancaria, Juan Carlos I - feito monarca por obra e graça do ditador Francisco Franco.

"Por qué no que callas?" - disse ele, ante a insistência do repúdio público de Chávez ao melancólico Aznar.

Na ocasião, o presidente do governo espanhol já era o socialista José Luis Rodríguez Zapatero. Primeiro ele pediu que Chávez respeitasse Aznar por ter sido também, antes, eleito pelos espanhois. Depois, assumiu um silêncio suspeito. Mas hoje há mais dados para entender a situação. Pois o Governo, o Congresso e a Justiça investigam as trapalhadas desastrosas de Aznar.

Mais sobre o fascista Aznar…

A pior foi o pacto secreto Aznar-Bush e a destruição de papéis para ocultá-lo. "Uma das maiores vergonhas de nosso tempo", disse "El País". À frente do governo, Aznar (do Partido Popular, de direita) arrastou a Espanha à aliança com Bush em 2002, antes mesmo da guerra no Iraque. Autorizou o uso do território espanhol para os vôos secretos da CIA entre Afeganistão e Guantánamo, para transporte e tortura de presos.

Posteriormente, ante a falta de aliados (no Conselho de Segurança da ONU) para apoiar a guerra de Bush no Iraque, a Espanha de Aznar ainda veio em seu socorro. E trouxe o então premier de Portugal, José Manuel Durão Barroso - que entrou meio de gaiato, em parte porque a reunião do grupo (Bush, Blair e os dois bobocas ibéricos) foi no arquipélago de Açores, pertencente a Portugal.

No momento em que o mundo recorda os 60 anos da Declaração Universal dos Direitos do Homem é mais do que oportuno lembrar esse papel vergonhoso de Espanha e Portugal na trama. A península ibérica, pela sua localização, era muito conveniente para acobertar os vôos secretos entre prisões também secretas usadas pelos EUA em diferentes países, na obsessão de esconder a iniquidade.

A história desse capítulo sinistro da diplomacia espanhola e portuguesa era protegida pelo sigilo até há pouco. Só começou a ser devassada depois de sucessivas revelações do "El País", de Madri. E na medida em que a verdade aparece nas diversas investigações em andamento, nem mesmo os socialistas de Zapatero deixam de sair chamuscados.

...E a dúvida sobre o socialista

A suspeita é de que o governo de Zapatero não só conhece toda a cumplicidade espanhola com os crimes de guerra de Bush-Cheney, como somou-se à prática. Como assinalou "El País", também o atual presidente de governo tem explicações a dar ao Congresso e à Justiça. Nesse ponto, o partido de Aznar bota lenha na fogueira. Quer espalhar a lama, tentando diminuir a própria culpa.

Com os dois lados juntos na lama, compreende-se melhor a ambiguidade de Zapatero ao ser atropelado pelo reizinho na cúpula. Ele nega ter sabido do pacto, pois ignora até onde irão as investigações.
Mas Aznar, ao final do governo, chegou ao requinte de contratar empresa especializada em destruição de documentos - para dar fim à papelada que o compromete junto com o PP.

No último dia 2, um veemente editorial de "El País" condenou a cumplicidade do governo Aznar com Bush. Sob o título "Cúmplices da vergonha", o jornal assinalou que "nenhum alto dirigente do PP manifestou reservas sobre o traslado ilegal de pessoas para Guantánamo". Na edição online do jornal, dezenas de leitores aplaudiram com igual indignação.

É constrangedor também para o líder socialista. Aznar comprometeu ainda mais a Espanha nos meses seguintes, ao apoiar a aventura militar de Bush no Iraque - condenada esmagadoramente pelos espanhois.

a reunião dos Açores, às vésperas da guerra, foi selado o acordo secreto:

- cujos termos só se tornariam conhecidos, também graças a "El País", em setembro de 2007.

O que Aznar ainda esconde

O pretensioso Aznar agia às escondidas dos que o elegeram em 2000. Declarara com subserviência ao padrinho Bush: "Estamos mudando a política espanhola dos últimos 200 anos". Mas a 11 de março de 2004, às vésperas da eleição na qual considerava certa sua reeleição, 10 explosões terroristas que mataram 191 pessoas alertaram os espanhóis para os efeitos do que Aznar fazia secretamente.

Certo de que, se admitisse ter sido o atentado perpetrado por grupos islâmicos (devido ao papel cúmplice da Espanha na guerra de Bush), perderia a eleição, Aznar e seu governo mentiram ao país até o último momento. Atribuiram a autoria aos separatistas bascos da ETA. Após sucessivos protestos públicos exigindo a verdade, os eleitores deram a vitória aos socialistas de Zapatero.

Nos últimos anos, fora do governo, Aznar foi ainda mais para a direita. Passou até a rejeitar, como a direita bushista, a ameaça do aquecimento da terra. Mas tem sido largamente recompensado. O bushismo garantiu-lhe empregos na Universidade de Georgetown em Washington, no Conselho Diretor do império Murdoch de mídia, no conselho do Centaurus Capital (um "hedge fund") e muitas mordomias.

Na investigação do juiz Ismael Moreno sobre os vôos secretos dos torturadores da CIA foram arrolados agora oito cidadãos americanos - possivelmente espiões - que deram telefonemas de passagem pela Espanha. Hospedavam-se no luxuoso Royal Plaza de Ibiza, talvez descansando das penosas tarefas de espancar gente para arrancar informações. Bush não vai entregá-los. Talvez prefira condecorá-los como heróis.
Leia o blog do colunista

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Espanha tem quase três milhões de desempregados

MADRI, 2 dez 2008 (AFP) - O número de desempregados na Espanha registrou alta de 6% em novembro (171.243 a mais) e o total se aproxima de três milhões de pessoas sem trabalho.

O número de desempregados na Espanha chega a 2.989.269 pessoas.

A Espanha enfrenta uma brutal desaceleração econômica e está à beira da recessão, depois de passar vários anos como uma das economias mais dinâmicas da Europa.

Em um ano, o aumento do desemprego foi de 42,7%.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Blogger JoanaRSSousa disse... Olá! Passei para deixar um abraço de Portugal!



De Portugal para o Brasil!


JoanaRSSousa

Para:
edsonpaim@bol.com.br

Assunto:
[SISTEMISMO (Blog do Paim)] Uma Visão Sistêmica das Eleições Municipais de 2008
... tem um coment...

Data:
04/11/2008 15:43

Blogger JoanaRSSousa disse...

Olá!
Passei para deixar um abraço de Portugal!

Visite o Site de joanarssousa

http://joanarssousa.blogspot.com/2008/04/everyone-should-seek-to-be-creative.html

Leia as Últimas Notícias do Brasil:

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domingo, 2 de novembro de 2008

Portugal será sede da Cúpula Ibero-Americana em 2009

Vinicius Konchinski
Enviado Especial


San Salvador (El Salvador) - A Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estados de San Salvador terminou ontem (31) e o próximo encontro de mandatários de 22 países de latinos já está sendo planejado. Em 2009, o evento será realizado em Portugal, na cidade de Estoril, e terá como tema a Inovação e Conhecimento.

Em entrevista coletiva concedida depois do encerramento da cúpula deste ano, o primeiro-ministro de Portugal, José Sócrates, falou do encontro do ano que vem. Disse que seu país recebe com entusiamo a tarefa de sediar o evento e pediu que as agendas de reuniões prévias da cúpula sejam cumpridas com rigor para garantir o alto nível de debates.

"Motiva-nos o tema, motiva-nos a agenda de encontros prévios e motiva-nos o fato de estarmos à frente desta cúpula, que sempre teve o objetivo de construir um diálogo franco entre os povos”, disse ele.

Durante todo a cúpula de 2008, Sócrates insistiu na importância da inovação para o crescimento dos países. Segundo ele, a inovação é resultado da educação, que a chave para a geração de riquezas e também da justiça social.

Durante a entrevista coletiva, o presidente de El Salvador, Elías Antonio Saca, anfitrião da cúpula de San Salvador, agradeceu à presença dos chefes de Estado e do apoio dos salvadorenhos. Também desejou sorte a Sócrates, que a partir de hoje tornou-se responsável pelo evento

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Rei da Espanha recebe Ingrid Betancourt

(Corrige no lead data do seqüestro) Madri, 24 set (EFE).- O rei da Espanha, Juan Carlos I, recebe hoje em audiência no Palácio da Zarzuela a ex-candidata à Presidência colombiana Ingrid Betancourt, que foi refém das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) entre 2002 e 2008, informou a Casa Real.

Betancourt está em Madri para o lançamento do livro "Infierno Verde", que conta a história de seu companheiro de cativeiro e ex-congressista Luis Eladio Pérez.

A ex-candidata presidencial colombiana foi liberada no dia 2 de julho junto com três americanos e 11 policiais e militares por tropas do Exército colombiano que se infiltraram na coluna rebelde que os tinha em seu poder.

Esta é a primeira vez desde sua libertação que Betancourt visita a Espanha, onde no último dia 10 foi agraciada com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia, em reconhecimento a seu exemplo de "força, dignidade e coragem".
UOL